Lopes Roberto Koury Imóveis sorocaba


Como se comportarão os preços dos imóveis em 2016? A economia responde!

Definitivamente, do ponto de vista econômico, o ano de 2015 não vai deixar saudades. Crescimento negativo do PIB, inflação galopante chegando a dois dígitos, aumento da taxa de desemprego e elevação do endividamento público e das famílias são alguns indícios do momento difícil que a nação brasileira vem passando. A queda da confiança e das perspectivas para o futuro advém do péssimo momento atual.

Contudo, como tudo na vida, essa história tem dois lados. Para quem economizou o seu dinheirinho suado com o objetivo de realizar o sonho de adquirir um imóvel, o ano de 2016 promete apresentar oportunidades únicas. Vamos aos fatos.

Um bom termômetro dos preços dos imóveis no Brasil é o índice Fipe Zape Ampliado [1], que mede o preço de venda dos imóveis em várias cidades do Brasil. Para a análise, retirou-se o efeito da inflação, ou seja, a influência do aumento dos preços medido pelo IGP-M/FGV. No mesmo gráfico, foi incluído o desempenho da economia, avaliado pela evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, isto é, a medição de todos os bens e serviços produzidos pela nação em um determinado período de tempo. Veja como essas duas variáveis se comportam de maneira parecida desde 2012:\"2\"

Fonte dos Dados: 1) Taxa de Juros SELIC – Banco Central do Brasil; 2) Fipe Zap Ampliado – Fundação Fipe; 3) Inflação do Período – IGP-M/FGV. Elaboração Própria.

Nesse caso, conforme a taxa de juros sobe, o preço dos imóveis cai. Isso faz bastante sentido, tendo em vista que o financiamento imobiliário é uma alternativa para muitos que buscam ajuda financeira para comprar uma casa, apartamento ou terreno. Dessa forma, como o financiamento imobiliário ficou mais caro devido à alta dos juros, menos gente seguiu o caminho dos imóveis, e por isso o preço caiu. Tendo em vista que as previsões econômicas [2] apontam para um cenário de estabilidade da SELIC, os preços dos imóveis certamente sentirão o impacto do crédito mais caro.

Assim, tendo em vista a economia fraca (PIB negativo em 2015 e 2016) e juros altos (14,25 a.a. em ambos os anos), os imóveis devem seguir a tendência mostrada esse ano de ajuste para baixo nos preços. Pode ser a oportunidade que muitos estavam esperando para realizar o sonho da casa própria!

*Arthur Solowiejczyk, economista pela Fundação Getúlio Vargas-SP (EESP/FGV), é colaborador do site Terraço Econômico.

Notas

[1] Para mais detalhes do índice, ver: https://www.bcb.gov.br/?FOCUSRELMERC